No outro dia estava a pensar como gostaria que o meu futuro fosse e nele estava a aplicar os meus objectivos, tudo aquilo que gostava de ter e fazer, todas aquelas coisas boas que todos nós gostávamos de ter, um bom carro, uma espaçosa casa num sitio bem sossegado e um óptimo emprego... Nesta ideia de atingir rapidamente esse futuro, descuidei-me e fui mais além, fui para outro futuro. Como da noite para o dia se tratasse e de uma maneira inconsciente, apercebi que atingirei a velhice marreta, em que serei incapaz de controlar todas as minhas faculdades, virando criança e estando dependente dos outros, como se estivesse a aprender a cuidar de mim, mas de um modo inverso, de maneira que cada vez menos fosse capaz de fazer tarefas tão básicas como a higiene pessoal e o próprio alimentar-se. E mesmo assim, fui mais além...
Não! Não estou deprimido por dizer isto. Nem lá perto. Mas foi um pensamento inconsciente, descontrolado, mas frenético em que reflecti como é que seria a "vida depois da morte". Sim, como será o mundo, a vida que cá fica... "Como serei eu??" "Para onde irei eu??" "Será que deixo de existir, não como corpo humano, mas sim como ser??" São pequenas perguntas que jamais ninguém conseguirá responder. E isso aterroriza-me!! Custa-me acreditar que tudo que tem um princípio tem um fim.
Esta é uma daquelas coisas que nos faz sentir pequenos, muito pequenos, de tal maneira que o coração começa a palpitar muito mais rápido mas não mais forte, é como se ele estivesse apertado por duas mão que estrangulam-no. Sentimo-nos tão insignificantes ao perceber que estamos perante uma coisa tão avassaladora quanto é a Morte, propriamente dita.
Reflictam sobre isto! E vão se aperceber o que é!
Este vídeo mostra o Limiar do Fim.
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